Abiã ressalta a necessidade de devoção e fé em um território de muitas águas

A geógrafa sergipana Carla Apenburg é abiã de Iemanjá, ou seja, ainda não passou pelo ritual de iniciação completo. Em fase de aprendizado e adaptação, ela participou pela primeira vez da Cerimônia das Águas de Yá Ori, nome dado à festa da yabá (orixá feminino) que rege a cabeça dela.
Para a jovem candomblecista, o evento é fundamental para demarcar a presença das religiões de matriz africana, “o que se faz sempre necessário”. Carla defende ainda que é preciso enaltecer a devoção e a fé às águas, ainda mais quem vive em um território banhado por rios e pelo mar.
“É preciso saudar a força de Iemanjá” – disse.
Perguntada se costuma recorrer à orixá das águas para pedir ajuda, a geógrafa deu um belo sorriso e afirmou:
“Sempre, sempre. É ela que me escuta todos os dias”.
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Jornalista, editor, professor e consultor, 63 anos. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.








