Tião do Pejo aprendeu a rezar aos 75 anos e mantém a tradição no sertão potiguar
Helenita Monte de Hollada e Biaggio Talento (Canal Cultura Popular Brasileira)
Sebastião Bernardino Sobrinho, o Tião do Pejo, 81 anos, recebeu o dom de Deus para rezar e curar pessoas há seis anos. Ele pediu ajuda aos benzedores mais velhos do que ele do distrito de Palma, em Caicó, cidade do semiárido do Rio Grande do Norte. Dessa forma, resolveu uma preocupação: manter a tradição antes que todos morressem. Atualmente, Tião procura alguém para repassar seus conhecimentos.
A primeira pessoa que socorreu foi uma vizinha que sofreu uma entorse – ele chama isso de desmentidora – no pé ao andar de bicicleta. Por enquanto, reza pessoas que o procuram, principalmente à noite. Ele acorda cedo e passa o dia cuidando de algumas cabeças de ovinos e de uma pequena plantação.
O rezador potiguar não conta como são feitas as rezas, com exceção a da desmentidora por ser muito simples. As demais compara com o segredo da confissão nunca revelado pelos padres. Algo sagrado em um lugarejo com população majoritariamente católica. O benzedor revela ainda que costuma sentir a dor das pessoas que ele cura durante a reza, mas que depois tudo passa.
Vejam agora o vídeo produzido pela médica e pesquisadora Helenita Monte de Hollanda e o jornalista Biaggio Talento, responsáveis pelo canal Cultura Popular Brasileira. Helenita e Biaggio são parceiros do site Meus Sertões desde 2006, quando ele foi criado. Eles conheceram Tião do Pejo através do profeta da chuva Chico Elpídio. Não tem nada mais sertanejo que a convivência desses personagens.
TIÃO
P.S. – A família de Tião só permite que ele faça atendimentos presenciais para não sobrecarregá-lo.
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Nasceu e cresceu numa típica família brasileira. Potiguar, morando na Bahia há vinte anos, é médica de formação e pesquisadora da cultura popular. Nos últimos 10 anos abandonou a sua especialidade em cardiologia e ultrassonografia vascular para atuar como médica da família na Bahia e no Rio Grande do Norte, onde passou a recolher histórias e saberes. Nessa jornada publicou cinco livros.”. No final de 2015 passou temporada no Amazonas recolhendo saberes indígenas.





