A veterinária Andressa e o carneiro Bilu foram a sensação domingo à tarde (25/01), na Praia do Refúgio, em Aracaju. A jovem e uma amiga dela passeavam na areia com a fêmea de pastor alemão, Bela, e o outro animal de estimação presos às coleiras.
Diante da barraca Moqueca Alagoana, Andressa foi cercada por diversos banhistas que faziam perguntas sobre o carneiro, resultado do cruzamento de animais das raças Dorper e Santa Inês.
A cada passo que dava, a veterinária era cercada por pessoas que queriam ouvir a história de Bilu.

“Ele foi enjeitado pela mãe, que não quis amamenta-lo e ainda batia nele. Fiquei com pena e peguei para criar” – conta.
Andressa diz que o carneiro é mantido na casa espaçosa, onde ela mora, em Aracaju. A veterinária acrescenta que tem aumentado o número de pessoas que estão criando mini carneiros como bicho de estimação e para tratamentos terapêuticos Na internet, os carneirinhos chegam a ser vendidos por 5.500 reais.
Segundo um dos garçons da barraca de praia, a veterinária costuma levar os bichos para passear próximo ao mar e sempre desperta a curiosidade dos banhistas. O demorado passeio não incomoda Bela, que também ganha afagos dos curiosos.
Expectativa de vida
Carneiros resultantes da mistura das raças Dorper e Santa Inês são utilizados para corte. Eles têm vida produtiva de cinco anos em média, mas podem viver até os 15. Esses bichos atingem a maturidade sexual por volta dos 210 dias. No entanto, nas indústrias costumam ser abatidos com 100 dias.

Já as características da raça Santa Inês são a adaptabilidade e rusticidade.
O cruzamento das raças visa a produção de uma espécie que se desenvolve e ganha peso rapidamente. Dorper e uma raça sul-africana e Santa Inês, brasileira.
–*–*–
Legenda da foto principal: O carneiro de estimação se chama Bilu. Foto: Paulo Oliveira
- Author Details
Jornalista, editor, professor e consultor, 63 anos. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.








