A floração do umbuzeiro*

Sertanejas se organizam em cooperativa, reinventam-se e ganham independência e autoestima Bem antes de os umbuzeiros centenários ganharem apelidos e começarem a botar os primeiros frutos, os homens dominavam o sertão, as árvores, os bichos e as mulheres. Só há pouco tempo, elas começaram a se libertar. Essa liberdade começou na cozinha. Foi assim na […]

Dica de longevidade

Receita da longevidade sertaneja | Meus Sertões

Jovita Gonçalves da Cruz espera ter a mesma longevidade de seus pais. A mãe viveu até os 99 anos e o pai morreu aos 88. Ela diz que tem saúde de ferro, só toma remédios quando fica resfriada. A única reclamação que faz é das vistas, que ficaram embaçadas para perto.

No alto das árvores

No alto das árvores | Meus Sertões

Nem as dores e dificuldades que todo sertanejo enfrenta tiram a alegria e a disposição da agricultoraJovita, 70 anos, que carrega cruz até no nome. Desde pequena, no povoado de Maruá, em Uauá, onde vivem cerca de 50 famílias, ela aprendeu a subir nos galhos mais altos dos umbuzeiros, mesmo que eles furassem seus braços, […]

Trilhos da história

A estação de Queimadas, na Bahia, é importante monumento histórico. Foi nela que os soldados do Exército desembarcaram para combater Antônio Conselheiro e seus seguidores. Aberta em 1886, dez anos antes do desembarque da primeira tropa, a estação era o ponto mais próximo de Canudos, que ficava a cerca de 200 km de distância. Fazia […]

O sumiço dos peixes

São Francisco sem peixe | Meus Sertões

A peixaria do bairro Angary, em Juazeiro, onde está localizada a colônia de pescadores Z-60, precisa comprar 150 kg de mandi bagre, mapará, curimatá, piau e dourado no estado do Pará e na Argentina. É que os pescadores do rio São Francisco não conseguem mais abastecê-la com a quantidade de peixes necessária para venda à […]

O rei do rio

Nina era a menor das caravelas da frota de Cristóvão Colombo, o descobridor oficial da América. Ela levou três anos para ficar pronta em um estaleiro de Huelva, na Andaluzia. As caravelas levavam vantagem sobre as naus porque navegavam mais rápido, chegavam mais perto da costa e eram mais fáceis de manobrar. No entanto, com […]

O velho comandante

O comandante Aprígio Nunes navega para os 70 anos a bordo da barca Vitória Régia, no vaivém da ligação entre Juazeiro e Petrolina. Desde julho de 1970, após tentativa frustrada de ser sócio de uma plantação de café, ele está no leme da barca Vitória Régia  –  a segunda com o mesmo nome que pertence […]

“Cachaceiro e raparigueiro”

A história era para ser de João Chima, guarda-poço, primeiro morador de Caldas do Jorro. Continua sendo, mas como ele morreu, em 1978, saiu pelos olhos e pela mente da viúva Joana Maria de Jesus, 90 anos, para quem o ex-marido não passava de “cachaceiro e raparigueiro”.

Cadê os livros?

O trabalho de Luiz Santana Correia, 52 anos, tratador das piscinas do Hotel da Biliu, em Caldas do Jorro, é frenético. Ele limpa os ladrilhos ajoelhado nas bordas, varre o chão, aplica cloro. Faz tudo isso no mesmo ritmo que responde as perguntas. Quer terminar logo.

Dois dentes e quatro cordas

José Rosalvo dos Santos nasceu em Creguenhém, no município de Tucano (BA). Como toda criança sertaneja, ajudava o pai, trabalhando com ele nas feiras da região. O velho foi picado por cobras cinco vezes e ficou cego. Foi aí que, para ganhar dinheiro, José Rosalvo virou o Zé do Cavaquinho, após aprender a tocar o […]