Durim e o cego

João Durim tinha um bom gênio e era sempre muito prestativo para quem lhe pedisse qualquer tipo de ajuda ou favor. Entre os favores se incluía o preparo e encaminhamento da papelada para consulta médica, casamento, batizado, aposentadoria, bã-bã-bã-caixa de fosco. Acrescente-se a isso o fato de emprestar a casa como hospedagem para pescadores, lavradores […]
Casas de telhas do quilombo

A comunidade quilombola de Campo Grande, em Santa Teresinha (BA), foi reconhecida em 2007. Pelo menos duas construções se destacam na localidade.
A volta de Lalim

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Nos meados dos anos setenta e início dos anos oitenta, chegar de São Paulo vestindo calça boca de sino, um sapato salto plataforma, estilo cavalo-de-aço, cabelo black power tinha lá seu charme, ainda mais com um toca-fitas de alça ao lado.
Lamento

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO “Nós beiradeiros deveríamos ter a consciência mais forte do que o poder do lugar. A naturalidade com que aceitamos a transformação do rio, parece até que o ser humano é quem está sendo destruído pelo rio.
Maria de Olímpio, a zeladora

A mãe de santo Maria José Alves de Menezes, a Maria de Olímpio, 61 anos, é líder religiosa de renome no povoado quilombola de Campo Grande, em Santa Teresinha (BA). Ainda criança dava pistas de seu dom: quando ia a uma casa de reza caía no choro ao ver a imagem de São Sebastião, que […]
Prejuízo danado

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. “Henrique, moço. Que friagem é essa?”
O padre e o santo

O sergipano José Vasconcelos dos Santos estava namorando, “praticamente noivo”, e cursando a faculdade de agronomia quando decidiu entrar para o seminário. A decisão de ser padre foi tomada por não se conformar a exploração do povo, a dominação feita pelos “coronéis” e por ser contra a corrupção.
Sonho e mistério

Não é de hoje que, muitos acreditam, mortos e vivos estabelecem comunicações a partir de espaços e instâncias de contato e convivência que são bem conhecidas.
Prosa na beirada

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO. Nascer no interior é um privilégio medonho, e nascer no interior da Bahia, ah! isso é presente divino. Sentar à beira do cais, em dia de feira, na cidade de Xique-Xique (imagina aí), é ter o prazer de deliciar com uma prosa dessa:
Fumo grosso

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO Andar sobre as águas do Velho Chico, sem-que-fazer, faz com que prestemos assunto a tudo e a todos. Certa feita, fiquei a observar o comportamento do beiradeiro diante de pessoas estranhas: